domingo, 12 de maio de 2013

Idependency

(Um lampejo poético completamente incomum, a respeito da Guerra de Independência Americana)

Independency

Irony is
The iron in
Your arms
Forgetting
The iron in
Their arms.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Canção da Alma

Que é cantar senão a expressão
Da alma? Esta, assomo de impressões
Profundas que, por entre a imensidão
Cerúlea, inunda-se em sensuais canções.

E quem, em abundantes profusões,
Sucumbe à silenciosa comoção
Do transe desta dança de emoções?
Pergunte à inquieta folha do verão,

Cantando trêmula a composição
Sinfônica das ternas estações
Eternamente junta à relva ao chão;

Pergunte a ti, a ti que estas questões
Consomem e inocentemente são
As notas dos humanos corações.


quinta-feira, 18 de abril de 2013

Como eu li o Poeminha do Contra


A todos vocês de alma perdida
Que tentam me tirar moral:
Sua arte será esquecida,
A minha será imortal.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

A Torre

Aquela velha torre em mim perdura:
Com sua rocha ao tempo indiferente
E rija, enquanto em derredor, fremente,
A corroída e rude terra endura.

Estéril terra: enquanto ainda dura
Meu tempo, penso nesta fera gente
Que rasga e rói meu corpo ferozmente
E ignora que esta torre em mim perdura.

Ao céu anseia e alça seus pilares,
E ao sol que põe, seu cimo resplandece.
Porém eu sei - decrépitos altares -

Também estéril é aquela torre,
Que brota e cresce insólita e escarnece
De tudo que em mim cresce, sonha e morre.


terça-feira, 9 de abril de 2013

On Inspiration

Coleridge had his visions;
Yeats had his ghosts;
I have but the ilusion
That life is yet not lost.

O Monstro Cruel


Outrora distante, como conta uma lenda,
Uma criatura assustadora se ergueu.
Tão cruel, aprisionava a todos na fenda
Da montanha fria, funda, de onde apareceu.

Jamais algo tão violento se conheceu,
Mesmo o bravo guerreiro que a espada brilhou
Mirando o monstro. Bradando, não estremeceu,
Pronto para a batalha que ele provocou.

Durante o combate, o herói triunfou.
A máscara do monstro havia se quebrado,
Revelando seu rosto triste, que chorou.
Marcas profundas de seu amargo passado.

E fugiu correndo o tal monstro, derrotado.
Logo o guerreiro, pensativo, percebeu:
Aonde o desamor fora (sutil) plantado,
Também a crueldade, de pronto nasceu.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Meu Anjo



É tamanha intensidade,
Pulso interno que corrói.
Produto desta saudade,
Que por dentro tanto dói.

Sei que você desconhece
Esse motivo de pranto.
É só meu, não transparece.
E se perde em todo canto.

Tu, minha musa, meu anjo.
Que vive no meu pensar,
Esse meu tal desarranjo,

Se por ti eu for lembrar
Que seja um rearranjo
Pois sem você, irei chorar.