terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Prelúdio

Onde estas ondas que carregam pouco a pouco
Os poucos grãos de minhas mãos consurgem?
Desejei que passos sobre a praia,
Pulsando com a certeza da areia,
Criassem, não as formas vagas destas ondas,
Mas sua indistinta ideia, como o sopro
Que as impele e enforma, involuntário,
Mas com a vontade plena da harmonia -
Passos vários, céleres sobre as águas,
Impelindo, inconscientes, o azul do mar de volta
Ao céu, não pelo horizonte, mas pelo pórtico
Que as vagas desejaram recriar,
Além do vazio da vastidão inerte
Do silêncio de meus pés.


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